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Diálise peritonial: como é realizada e quais as principais vantagens para o paciente renal?

Victória Gondim

A diálise peritonial (DP) é um dos tratamentos utilizados em pacientes que apresentam quadros de insuficiência renal crônica, sendo um processo responsável por exercer as funções dos rins, que por estarem comprometidos ficam impossibilitados de executa-las. Em contrapartida a hemodiálise, a DP é feita por uma membrana natural do corpo, o peritônio, e não envolve diretamente o sangue.

Primeiramente o paciente é submetido a uma pequena cirurgia para implementar um cateter, chamado de cateter de Tenckhoff locado, na cavidade peritonial. A utilização do cateter permite a passagem da solução de diasilato até a cavidade peritoneal na qual permanecerá por algumas horas e depois será drenada. Após a solução entrar em contato com o sangue, permite que substâncias como ureia, creatinina e potássio sejam removidas, assim como o excesso de líquido que não está sendo eliminado pelo rim.

Existem duas modalidades de diálise peritonial: a manual e a automática, sendo que a escolha leva em consideração a capacidade cognitiva do paciente, pois nem todos conseguem se adaptar a máquina automática. Na Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (CAPD), a troca é feita de forma manual pelo paciente. Basicamente o indivíduo adulto vai colocar cerca de dois litros de uma solução própria na cavidade peritoneal, e como sempre estará com líquido na cavidade ele precisa realizar a troca quatro vezes ao dia, todos os dias.

A Diálise Peritoneal Automática (DPA) costuma ser a preferida pela facilidade proporcionada, uma vez que a troca é realizada automaticamente por uma máquina, a “cicladora”, enquanto o paciente dorme durante a noite, com duração de aproximadamente 9 horas. Em relação às contraindicações, o paciente que não apresenta uma cavidade peritonial saudável não pode ser submetido a este tratamento, ademais esses indivíduos também precisam necessariamente de um local limpo e ventilado na sua residência.

A principal vantagem desse tipo de tratamento é a liberdade que é proporcionada ao paciente, principalmente por ele realizar o procedimento da própria casa, sem precisar frequentar constantemente uma clínica de nefrologia, dessa forma, o indivíduo está liberado para fazer viagens e levar o material na bagagem. Outra vantagem é a maior liberdade na ingestão de líquidos e alimentos, por ser um método contínuo e diário. Portanto, a diálise peritonial é uma alternativa a hemodiálise e traz como benefício uma maior qualidade de vida, uma vez que permite ao paciente uma rotina próxima na normalidade.

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