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Fístula arteriovenosa e os principais cuidados para um bom funcionamento

Por: Victória Gondim

Reprodução

A fístula arteriovenosa (FAV) é a ligação entre uma veia e uma artéria, esse acesso vascular é utilizado para a realização do procedimento de hemodiálise. O seu objetivo é facilitar as sessões de hemodiálise, uma vez que se fosse realizada por uma veia ou artéria normal poderia sobrecarregá-la pelo alto fluxo de sangue que circula durante o procedimento. Dessa forma, a fistula tem como função aumentar o calibre do sangue necessário para a filtragem, trazendo mais segurança para o paciente.

Geralmente a fístula é realizada nos pacientes portadores de doença renal crônica (DRC), quando há um comprometimento total dos rins na realização das suas funções, nesses casos é preciso recorrer a hemodiálise, que consiste em um procedimento no qual uma máquina filtra o sangue, para remover as impurezas, toxinas e eliminar o excesso de líquido. A construção da FAV ocorre após recomendação médica e na maioria dos casos é feita nos membros superiores, através de uma cirurgia com anestesia local. A contraindicação para uso da fistula basicamente é verificada em portadores de doenças graves no coração.

É importante destacar que o cuidado com as veias no paciente renal crônico inicia antes da criação da fístula para o tratamento de hemodiálise, por isso, é necessário preservar as veias do braço não dominante (esquerdo nas pessoas destras e direito nos canhotos), pois elas poderão ser utilizadas posteriormente para confeccionar a FAV. Dessa maneira, recomenda-se que os portadores de DRC evite colher sangue e medir a pressão arterial no braço não dominante.

O indivíduo que já utiliza a fístula precisa de uma atenção especial, como manter o membro bem higienizado, evitar dormir por cima da FAV e não utilizar pomadas e cremes no local sem recomendação médica. Esse acesso vascular é responsável por conectar o paciente a máquina, portanto uma boa fístula é o primeiro passo para uma boa hemodiálise que vai trazer uma melhor qualidade de vida ao paciente. O nefrologista Carlos Alexandre destaca alguns cuidados indispensáveis para quem possui a FAV.

“Não ficar mexendo o braço na hora da diálise; evitar esforços que promovam o garroteamento o braço, ou seja, que cause a interrupção do sangue naquele local; também não se deve pegar peso, medir pressão ou coletar sangue no braço com a fístula; além disso, o paciente precisa realizar o autoexame para checar se o membro não tem infecção, atentando-se aos sinais como inchaço e vermelhidão”, comenta o especialista.

Apesar da confecção da fístula ser considerada simples, o seu papel para o indivíduo com insuficiência renal crônica é fundamental para a garantia de um bom procedimento de hemodiálise. Sendo assim, para preservar a fístula e evitar complicações futuras alguns cuidados básicos são imprescindíveis. Ademais, esse acesso vascular possui vários pontos positivos, como uma grande durabilidade, um menor risco de trombose e infecções e a garantia de menos restrições nas tarefas diárias.

*Com Carlos Alexandre – Médico especialista em Nefrologia CRM AL 4552

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