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Setembro verde: uma quebra de mitos e tabus sobre a doação de órgãos no Brasil

Victória Gondim

A doação de órgãos ainda é vista como um tema polêmico e que traz muitas dúvidas principalmente para os familiares dos doadores. Nesse cenário, a campanha setembro verde incentiva o debate e esclarece a relevância de ser um doador.

O nono mês do ano foi escolhido para a campanha setembro verde, em alusão ao dia 27 do mês, data que se comemora o Dia Nacional da Doação de Órgãos, o intuito da iniciativa promovida pelo Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) em parceria com o Ministério da Saúde e Centrais Estaduais de Transplantes é evidenciar a importância doação de órgãos e tecidos, assim como esclarecer os mitos em torno da temática.

A doação no Brasil é um ato voluntário no qual podem ser doadas partes do corpo, sejam órgãos ou tecidos saudáveis para serem utilizados no tratamento do receptor. Atualmente é realizado a transferência dos órgãos (rim, fígado, coração, intestino, pâncreas e pulmão) e dos tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical), que são reposicionados através do procedimento cirúrgico denominado transplante.

A coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas Daniela Ramos explica que alguns órgãos podem ser doados ainda em vida, como parte do fígado, parte do pulmão, um rim e médula óssea. Sendo que a doação de múltiplos órgãos é realizada somente após o diagnóstico de morte encefálica, que conforme os critérios para essa comprovação descritos na resolução 2173 do Conselho Federal de Medicina é necessário a execução de 3 etapas: duas consistem em uma série de exames clínicos realizados por médicos diferentes e uma na qual outro médico realiza exames de imagem.

A coordenadora destaca que a possibilidade de precisar de um transplante é muito maior do que a chance de se tornar um doador. “Não são apenas doenças raras que levam a necessidade de um transplante, um diabetes não cuidado ou um acidente de trabalho pode colocar o cidadão a fila de transplante”, comenta Ramos. Daniela finaliza destacando que no Brasil os familiares são os únicos que podem autorizar a doação de órgãos após a morte, por isso é essencial comentar em vida o desejo de ser um doador e com esse ato de amor salvar muitas vidas.

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